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João J. Vila-Chã

Pontificia Universita Gregoriana
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  •  34
    Ludwig Wittgenstein: A Importância de uma Obra
    Revista Portuguesa de Filosofia 58 (3). 2002.
    O autor do artigo sugere, provocadoramente, que a visão oficial do Tractatus Logico--Philosophicus, de acordo com a qual a filosofia ai apresentada é atomista e reducionista, deve ser completamente repensada, e que esta é uma condição básica para avaliar hoje em dia o impacto desse livro na filosofia analitica contemporanea. Especialmente, defende que o Tractatus, tal como a filosofia de Russell depois do comeqo dos anos vinte, foi essencialmente holista. Desteponto de vista, argumenta que na "I…Read more
    O autor do artigo sugere, provocadoramente, que a visão oficial do Tractatus Logico--Philosophicus, de acordo com a qual a filosofia ai apresentada é atomista e reducionista, deve ser completamente repensada, e que esta é uma condição básica para avaliar hoje em dia o impacto desse livro na filosofia analitica contemporanea. Especialmente, defende que o Tractatus, tal como a filosofia de Russell depois do comeqo dos anos vinte, foi essencialmente holista. Desteponto de vista, argumenta que na "Introdução" ao Tractatus, tal como noutros trabalhos e livros da epoca, a caracteristica principal dafilosofia de Russell era a sua firme oposição a um holismo radical de tipo logico-estrutural da parte de Wittgenstein, e a defesa do que poderiamos chamar, na esteira de W. v. O. Quine, um "holismo semãntico parcial". A verdade e que a tese segundo a qual a significação resulta do uso da linguagem, ou a tese de acordo com a qual a "linguagem esta em ordem, tal como e", foram emprimeiro lugar, independentemente de Wittgenstein, ideias doproprio Russell. Tudo isto significa que, contrariamente à visao oficial, ndo podemos aceitar a perspectiva de que a novidade e originalidade do Tractatus de Wittgenstein deveria implicar, indirectamente pelo menos, uma desvalorizagdo dafilosofia de Russell. The author of the article suggests, provocatively, that the official view on Wittgenstein ' s Tractatus Logico-Philosophicus, according to which that book is atomist and reductionist, must be reconsidered, and that this is a basic condition to evaluate today its impact on contemporary analytic philosophy. Especially, he holds that the Tractatus, like Russell's philosophy after the early twenties, was essentially holistic. From this point of view, he argues that in the "Introduction" to the Tractatus, as in other papers and books of the time, the main point of Russell's philosophy was its firm opposition to a radical logico-structural holism on the part of Wittgenstein, as well as the defense of what one might call, after W. v. O. Quine, "a partial semantic holism". The fact is that the thesis according to which meaning results from the use of language, or the thesis according to which "language is in order, as it is", were Russell's ideas in the first place which he reached independently of Wittgenstein. All this means that, contrary to the official reading, we cannot accept the view according to which the newness and originality of Wittgenstein's Tractatus should imply, indirectly at least, a devaluation of Russell's philosophy. /// O autor do artigo sugere, provocadoramente, que a visão oficial do Tractatus Logico--Philosophicus, de acordo com a qual a filosofia ai apresentada é atomista e reducionista, deve ser completamente repensada, e que esta é uma condição básica para avaliar hoje em dia o impacto desse livro na filosofia analitica contemporanea. Especialmente, defende que o Tractatus, tal como a filosofia de Russell depois do comeqo dos anos vinte, foi essencialmente holista. Desteponto de vista, argumenta que na "Introdução" ao Tractatus, tal como noutros trabalhos e livros da epoca, a caracteristica principal dafilosofia de Russell era a sua firme oposição a um holismo radical de tipo logico-estrutural da parte de Wittgenstein, e a defesa do que poderiamos chamar, na esteira de W. v. O. Quine, um "holismo semãntico parcial". A verdade e que a tese segundo a qual a significação resulta do uso da linguagem, ou a tese de acordo com a qual a "linguagem esta em ordem, tal como e", foram emprimeiro lugar, independentemente de Wittgenstein, ideias doproprio Russell. Tudo isto significa que, contrariamente à visao oficial, ndo podemos aceitar a perspectiva de que a novidade e originalidade do Tractatus de Wittgenstein deveria implicar, indirectamente pelo menos, uma desvalorizagdo dafilosofia de Russell.
    Ludwig Wittgenstein
  •  3
    Filosofia e diálogo inter-religioso
    Revista Portuguesa de Filosofia 64 (2): 1315-1322. 2008.
  •  42
    Dez Anos de Estudos sobre Heidegger: Ensaio de Bibliografia
    Revista Portuguesa de Filosofia 59 (4). 2003.
  •  42
    Sapientia Dei - Scientia Mundi: S. Bernardo de Claraval e o pensamento do seu tempo
    Revista Portuguesa de Filosofia 60 (3). 2004.
    Gilles Deleuze
  •  43
    A Verdade no Dizer da Caridade: Para uma Meta-Economia dos Meios e dos Fins
    Revista Portuguesa de Filosofia 65 (1/4). 2009.
  • O Inevitável Kant: Razão, Sociedade e Crença
    Revista Portuguesa de Filosofia 61 (2): 347-354. 2005.
    Kant: Social, Political, and Religious ThoughtKant: Epistemology
  •  36
    O Agir da Linguagem: Observações a propósito dos últimos livros das Confessiones de Agostinho
    with Bernhard Casper
    Revista Portuguesa de Filosofia 44 (1): 63-80. 1988.
  •  28
    Hans-Georg Gadamer
    Revista Portuguesa de Filosofia 56 (3/4). 2000.
    Hans-Georg Gadamer
  •  39
    Ecologia & Filosofia: Ensaio de Bibliografia (review)
    Revista Portuguesa de Filosofia 59 (3). 2003.
  •  56
    The Plurality of Action: Hannah Arendt and the Human Condition
    Revista Portuguesa de Filosofia 50 (1/3). 1994.
    Hannah Arendt
  •  40
    Crónica
    with Nikolay Omelchenko and Maria de Lourdes S. Ganho
    Revista Portuguesa de Filosofia 61 (3/4). 2005.
  •  45
    Político & Sociedade: A Questão das Origens
    Revista Portuguesa de Filosofia 58 (2). 2002.
  •  36
    A Globalização: Aspectos teóricos e implicações práticas
    Revista Portuguesa de Filosofia 59 (1). 2003.
  •  36
    Maurice Blondel
    Revista Portuguesa de Filosofia 49 (3). 1993.
    European Philosophy
  •  1
    Filosofia e Espiritualidade: o Génio da Idade Média
    Revista Portuguesa de Filosofia 64 (1): 1-18. 2008.
    Ethics
  •  33
    Desafios do Mal
    Revista Portuguesa de Filosofia 57 (3). 2001.
  •  31
    Sobre Ludwig Wittgenstein: Ensaio de Bibliografia (review)
    Revista Portuguesa de Filosofia 58 (3). 2002.
    Ludwig Wittgenstein
  •  1
    Biografía Nietzschiana-I
    Revista Portuguesa de Filosofia 57 (1): 133-147. 2001.
  •  41
    O In-evitável Mal
    Revista Portuguesa de Filosofia 57 (4). 2001.
  •  48
    Crónica (review)
    with João Duque, Leonardo Messinese, Carlos João Correia, and Joaquim Domingues
    Revista Portuguesa de Filosofia 57 (2): 391-402. 2001.
  •  47
    Hans-Georg Gadamer e a Hermenêutica
    Revista Portuguesa de Filosofia 56 (3/4). 2000.
    Hans-Georg Gadamer
  •  38
    Filosofia e Cristianismo no século XX
    Revista Portuguesa de Filosofia 60 (2). 2004.
  •  37
    Verdad sin Totalidad: La aportación de Emmanuel Levinas
    Revista Portuguesa de Filosofia 65 (1). 2009.
    Emmanuel Levinas
  •  111
    Crónica (review)
    with J. D. and Lúcio Craveiro da Silva
    Revista Portuguesa de Filosofia 51 (2). 1995.
  •  1
    Perspectivas Semíticas sobre a Relaçao entre Filosofia e Religiao em Contexto de Comunhao Monoteísta
    Revista Portuguesa de Filosofia 62 (2): 311-367. 2006.
  •  27
    A (im-)pertinência de Martin Heidegger: Aspectos da sua herança
    Revista Portuguesa de Filosofia 59 (4). 2003.
    Martin Heidegger
  •  40
    Mal, Sofrimento, & Teodiceia: Ensaio de Bibliografia (review)
    Revista Portuguesa de Filosofia 57 (4). 2001.
  •  40
    Fé e Razão: Notas de Complementaridade
    Revista Portuguesa de Filosofia 58 (1). 2002.
  •  47
    Efeitos de Heidegger: A propósito dos 60 anos de Sein und Zeit
    Revista Portuguesa de Filosofia 43 (1/2). 1987.
    Martin Heidegger
  •  46
    Ética-Bioética-Sociedade: A vida moral do ser humano num contexto de Relativismo e Utilitarismo
    Revista Portuguesa de Filosofia 62 (1). 2006.
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