Será possível avaliar a inovação em filosofia? A contestação da inovação em filosofia, a tentativa de reconduzir uma obra que se pretende nova a uma outra que é ignorada, é frequente. A reivindicação da inovação é tão familiar ao historiador da filosofia quanto o é a sua negação. Será possível sair desse paradoxo? Quem pode decidir sobre o que é ou não inovação em filosofia? Quais são os procedimentos envolvidos nessa tarefa? Eis as preocupações com as quais este artigo se confronta. Um dos seus…
Read moreSerá possível avaliar a inovação em filosofia? A contestação da inovação em filosofia, a tentativa de reconduzir uma obra que se pretende nova a uma outra que é ignorada, é frequente. A reivindicação da inovação é tão familiar ao historiador da filosofia quanto o é a sua negação. Será possível sair desse paradoxo? Quem pode decidir sobre o que é ou não inovação em filosofia? Quais são os procedimentos envolvidos nessa tarefa? Eis as preocupações com as quais este artigo se confronta. Um dos seus objectivos é o de mostrar que o conceito de “retomada”, tal como aparece na Lógica da Filosofia de Eric Weil, permite pensar a dificuldade de reconhecer a inovação com a qual o historiador da filosofia se enfrenta. No entanto, pensar essa dificuldade implica entrar numa discussão sobre a solução que Eric Weil lhe reserva. Eis portanto aquilo que, em última instância, está em causa na reflexão que subjaz ao presente artigo.