Desde o início do século XXI, abordagens orientadas ao processo ganharam destaque na metafísica analítica e na filosofia da ciência, provocando diferentes reações por parte dos defensores do substancialismo. No entanto, a polarização do debate entre metafísica de processo e de substância frequentemente levou a simplificações excessivas, obscurecendo o potencial para um diálogo construtivo. Este artigo defende que tais estruturas não devem ser tratadas como sistemas monolíticos, mas sim analisada…
Read moreDesde o início do século XXI, abordagens orientadas ao processo ganharam destaque na metafísica analítica e na filosofia da ciência, provocando diferentes reações por parte dos defensores do substancialismo. No entanto, a polarização do debate entre metafísica de processo e de substância frequentemente levou a simplificações excessivas, obscurecendo o potencial para um diálogo construtivo. Este artigo defende que tais estruturas não devem ser tratadas como sistemas monolíticos, mas sim analisadas através da perspectiva de problemas metafísicos específicos—em particular, fundamentalidade, persistência e individuação. Focando principalmente a metafísica processual, examinamos como diferentes interpretações dentro de ambas as tradições conceituam esses problemas: distinguindo fundamentalidade como independência ou como primazia explicativa; explorando a relação entre processualismo e teorias da persistência (perdurantismo e endurantismo); e contrastando diferentes concepções de identidade e individualidade. Nossa análise revela tanto áreas de compatibilidade quanto pontos de divergência, sugerindo que a divisão entre processualismo e substancialismo é mais complexa do que normalmente se assume. Concluímos defendendo uma abordagem metafísica pluralista que permita uma integração flexível de critérios de ambos os modelos, adaptada ao contexto e ao tipo de entidades sob investigação.