Na obra Beyond Personhood, Talia Mae Bettcher adota o pluralismo ontológico e a crítica decolonial de Lugones para desenvolver sua teoria da espacialidade interpessoal. Bettcher advoga a eliminação do sistema moderno colonial de gênero, que moldou as noções de sexo, gênero, pessoa, sujeito e self. Para Bettcher esse sistema é incapaz de explicar a opressão e phoria trans, colaborando assim com à perpetuação da violência a pessoas trans. Frente a esse problema, sua obra propõe uma compreensão de …
Read moreNa obra Beyond Personhood, Talia Mae Bettcher adota o pluralismo ontológico e a crítica decolonial de Lugones para desenvolver sua teoria da espacialidade interpessoal. Bettcher advoga a eliminação do sistema moderno colonial de gênero, que moldou as noções de sexo, gênero, pessoa, sujeito e self. Para Bettcher esse sistema é incapaz de explicar a opressão e phoria trans, colaborando assim com à perpetuação da violência a pessoas trans. Frente a esse problema, sua obra propõe uma compreensão de relações interpessoais centrada em sistemas de fronteiras que regulam as relações de proximidade, distância e intimidade. Essa compreensão denominada espacialidade interpessoal, substitui a noção de pessoa fundada na modernidade, por objetos interpessoais, que por sua vez são inerentemente relacionais e construídos por fronteiras de acesso manifestas através da auto apresentação. Ao priorizar o aspecto relacional da experiência social, esta teoria revela como a violação sistemática das fronteiras de acesso estrutura a opressão trans.