Milena Oliveira Pires

Universidade Federal de Minas Gerais
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    Inicialmente, examinarei os dois tipos de injustiça epistêmica identificados por Miranda Fricker (2007/2023): a injustiça testemunhal e a injustiça hermenêutica. Em seguida, discutirei uma terceira modalidade, muitas vezes negligenciada, denominada injustiça contributiva, conforme desenvolvida por Kristie Dotson (2012; 2014). Posteriormente, investigarei de que maneira essas diferentes formas de injustiça afetam sujeitos marginalizados, tanto em dimensões epistêmicas quanto práticas, ao comprome…Read more
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    Pode a mulher negra testemunhar?
    Coleção Rumos da Epistemologia (Nel/Ufsc). 2025.
    Este capítulo examina de que modo o silenciamento compromete a agência epistêmica das mulheres negras, restringindo sua participação na produção e circulação do conhecimento. Parte-se da hipótese de que o silenciamento não constitui um fenômeno episódico, mas estrutural, enraizado em relações de poder que articulam racismo e sexismo. Para sustentar essa proposição, são mobilizadas as contribuições de Miranda Fricker e Kristie Dotson sobre injustiças e violências epistêmicas, bem como as reflexõe…Read more
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    O objeto desta pesquisa é o problema filosófico relacionado à produção de conhecimento por mulheres negras e à maneira como essa produção é descredibilizada ou silenciada. O objetivo desta pesquisa é analisar, com base na teoria da injustiça epistêmica de Miranda Fricker (2023) e na teoria da opressão epistêmica de Kristie Dotson (2011; 2012; 2014), como essa exclusão se manifesta nas discussões epistêmicas e na produção de conhecimento dessas mulheres. Para essa investigação, utilizaremos a epi…Read more