Na filosofia de Nelson Goodman, um dos aspectos mais relevantes para compreender o funcionamento da ciência é a forma como ele relaciona ciência e arte. Para o autor, ambas constituem formas igualmente legítimas de conhecimento para a compreensão do mundo. Com base nessa premissa, e complementando-a com seu pluralismo ontológico, neste artigo, propomos exemplificar essa relação por meio da análise de metáforas e ficções como componentes não apenas heurísticos, mas também necessários na elaboraçã…
Read moreNa filosofia de Nelson Goodman, um dos aspectos mais relevantes para compreender o funcionamento da ciência é a forma como ele relaciona ciência e arte. Para o autor, ambas constituem formas igualmente legítimas de conhecimento para a compreensão do mundo. Com base nessa premissa, e complementando-a com seu pluralismo ontológico, neste artigo, propomos exemplificar essa relação por meio da análise de metáforas e ficções como componentes não apenas heurísticos, mas também necessários na elaboração teórica e na justificativa científica. Defendemos que arte e ciência compartilham essa natureza comum na investigação e na descoberta: a experiência estética-linguagem-modos de fazer mundos.