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78Das ilhas da desesperação aos arquipélagos das certezas: Desacordos, bestas e o Eu-peleRede Brasileira de Filósofes Trans 1 (1): 49-70. 2026.Das ilhas da desesperação aos arquipélagos das certezas, esse ensaio é uma costura. Recorremos à literatura, a asserções psicanalíticas acerca da formação do eu, e às tramas sobre a nomeação do animal e do humano. Se temos como vislumbre – terra nunca à vista! – escrever sobre monstruosidades, continuamente nos esforçamos para que nossa escrita mergulhe naquilo mesmo sobre o qual nos propomos a escrever. De certa forma, desejamos desviar de asserções lógicas e nos aproximar da produção de afetaç…Read more
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140Desacordos monstruosos: sobre monstruosidades, desacordos profundos e transgressões de gêneroAssociação Brasileira da Trans-Homocultura 1 (1): 455-472. 2025.Com esse breve ensaio, pretendemos mobilizar dois conceitos direcionadores de nossas pesquisas: desacordo profundo, inicialmente pensado por Robert Fogelin em seu artigo A Lógica dos Desacordos Profundos (1985), publicado na revista Informal Logic e traduzido a língua portuguesa em 2025; e a noção de monstruosidades que encontramos em diversos estudos, tais como no poema Yo Monstruo Mio, de Susy Shock, e no discurso Eu sou o monstro que vos fala, que Paul Preciado proferiu em 2019 na Escola da …Read more
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92Uma Abordagem Decolonial Sobre a Prática De Inscrições Corporais Na Modernidade/ColonialidadeRevista de Estudos Anarquistas e Decoloniais 2 (2): 57-93. 2022.Este artigo almeja analisar como a concepção moderna sobre as práticas de modificação e inscrição corporais se relacionam com as colonialidades do ser, do saber e do poder. Argumentamos que a patologização e a criminalização de inscrições corporais é um componente fundamental da noção moderna de um corpo ideal, como também das normatizações que permeiam as colonialidades atualmente. O argumento central do artigo é que a patologização, a criminalização e o controle institucional das práticas de m…Read more
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73O pacto cisgênero da recusa: da negação de si à nomeação do OutroSeminário Internacional Fazendo Gênero 13 1 (13): 1-10. 2024.A emergência do transfeminismo no Brasil é responsável grandemente pela introdução e divulgação do conceito de cisgeneridade em movimentos sociais, espaços artísticos e acadêmicos. Observamos, contudo, que as reações ao conceito comumente tomam a forma de negação, rejeição do termo, e percebemos que tal negação constitui-se como característica de um pacto narcísico. Almejamos, nesta comunicação, elaborar sobre a noção de pacto narcísico da cisgeneridade. Ao compreendermos, com Cida Bento, que a …Read more
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71Seria eu um Homem?: investigações decoloniais sobre os percalços das transmaculinidades nos feminismosAnômalas 4 (1): 120-141. 2024.Quando pessoas transmasculinas se autodeterminam e nomeiam as violências que sofrem, percebe-se uma reatividade de movimentos cisfeministas e transfeministas, repreendendo nossas narrativas e atribuindo às transmasculinidades o caráter opressivo da masculinidade hegemônica colonial. Seja na nomeação das transmasculinidades enquanto categorias identitárias, seja na nomeação das violências que sofrem, evidencia-se o seguinte movimento: a legitimação das transmasculinidades enquanto identidades e v…Read more
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149El silencio como máquina de guerraColapso y Desvio. 2026.Escribimos sobre algo que no se puede decir ni escuchar. Al intentar escucharlo, se inventa lo que se podría oír. Sobre el silencio, es habitual hacer referencia a la composición 4’33’’ del teórico musical estadounidense John Cage, de 1952. En un auditorio, un pianista se coloca frente al teclado, extiende las manos sobre las teclas y espera cuatro minutos y treinta y tres segundos. En el caso de las personas oyentes, se escucha lo que no se puede evitar. John Cage compuso 4’33’’ tras visitar un…Read more
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148A cistematicidade dos desacordos profundosVii Seminário Internacional Desfazendo o Gênero (1): 1-7. 2026.
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24Listening with monstrous ears: on cisnormativity, transmasculinities and psychoanalysisCenter for Critical and Clinical Analysis 1. 2026.If from Lacan we have learned that the unconscious is structured like a language, from Derrida (1998) we have learned that we always speak one language, the language of the other. Being in analysis is a continuous and ineffable translation. An attempt to invite the other who listens to understand us, or to elude them. An attempt, even if through resistance, to connect. And, with Derrida, we also learn that it is in the impossibility of translation that its exercise is justified. It is impossible…Read more
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163E se o monstro respondesse? Derrida, Wittgenstein e Desacordos ProfundosAlter: revue de phénoménologie 19 (1): 69-74. 2025.Há 40 anos, Robert Fogelin inaugurou o conceito de “desacordos profundos”, com inspiração na filosofia da linguagem de Wittgenstein. Dentre as interpretações existentes, seriam considerados profundos os desacordos travados por choques entre formas de vida. As tentativas de compreender desacordos profundos – persistentes, de difícil resolução – incitaram bastante discordância. Fogelin fez uma abertura: desde sua publicação, inúmeras autorias se engajaram em um esforço para definir desacordos prof…Read more
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232Tranarchy: On Changing the Names of All ThingsCoils of the Serpent 15 (2): 111-132. 2025.In his documentary Orlando, My Political Biography (2024), Paul B. Preciado invites us to reflect on the possibility of changing the names of all things, stating that, in Virginia Woolf’s novel Orlando: A Biography (1928), four metamorphoses can be identified. Here, I am interested in the first. In Preciado’s words, “the first revolutionary metamorphosis is poetry”, which he defines as “the possibility of changing the names of all things”. Inspired by this passage, I aim to elaborate that changi…Read more
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14Em defesa do corpo anarquizado: uma crítica à corponormatividadeEditora Devires (Cutucando o Cu do Cânone: Materi): 21-38. 2025.Almejamos, neste breve ensaio, desenvolver a noção de corponormatividade como uma crítica à normatividade de gênero - englobando a cisgeneridade, a heterossexualidade e a endossexualidade - e à estigmatização de inscrições corporais, à naturalização de uma norma corporal institucionalmente reificada, que se orienta para a anulação da diferença. Compreendemos que o estabelecimento de uma norma corporal é sintoma da modernidade/colonialidade, garantida pelas instituições modernas e reproduzida cot…Read more
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225Por gramáticas monstruosas: desacordos mais-que-profundos e formas-de-vidaItaca 1 (44): 240-266. 2025.Proponho uma interlocução entre as filosofias de Derrida e Wittgenstein a partir do conceito de desacordos profundos (Fogelin, 1985). Estudo desacordos que exprimem a dicotomia humanidade/monstruosidade, observando que a epistemologia dos desacordos, até o momento, se concentrou em localizá-los e separá-los (Lavorerio, 2021), e que esse movimento se alinha aos esforços de secar o conhecimento (Haddock-Lobo, 2007). Ao contrário do animal, privado da palavra, as monstruosidades se encontram às mar…Read more
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305O monstrolinguismo da bocaRede Brasileira de Filósofes Trans. 2025.“Alguém já disse que casamento é uma vidraça pedindo tijolo”, declara Julia Serrano, personagem do romance Como Esquecer – anotações quase inglesas, da escritora brasileira Myriam Campello. Em meio ao luto que sucede sua separação, Julia se defronta com os anos de matrimônio, a relação conjugal, os contratos de aluguel e as contas pagas – o retrato de um passado que persiste como um espectro. Nada disso foi suficiente para comportar a materialidade do outro, sua organicidade – vivemos sempre à m…Read more
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Mutual Aid, a Lifeline for Trans Health in BrazilNACLA Report on the Americas 57 (1): 56-62. 2025.When the pandemic severely reduced trans men’s access to health services, autonomous trans networks built on community-based care practices and knowledge-sharing to fill the gaps.
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243Desacordos mais-que-profundos: e se o animot discordasse?Ensaios Filosóficos 31 (1): 158-166. 2025.E se o animot discordasse? Com esse pequeno questionamento, pretendo entrelaçar algumas bibliografias que prenderam meu interesse: a noção de certeza em Wittgenstein; o “animal” em Derrida; os desacordos profundos em Fogelin; o romance Adeus a Alexandria, de Myriam Campello. Silvia, a narradora do romance, parece estar em busca de algo que constantemente lhe escapa – seja um amor correspondido, uma inspiração para escrever como ghost-writer, uma garantia de estabilidade financeira. Minha identif…Read more
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202Por um manejo trans-anarquista da linguagemFaces de Clio 11 (20): 48-67. 2024.Através de uma breve historicização dos anarcofeminismo e do anarquismo queer, neste artigo escrevo sobre “trans-anarquismo”, sobre os atravessamentos entre princípios anarquistas e movimentos por emancipação das vidas trans. O trans-anarquismo, em crítica tanto ao anarquismo cisnormativo como ao assimilacionismo de movimentos trans/queer, se opõe ao autoritarismo científico e governamental. Para compreender esse posicionamento, tomo como objeto de análise a nomeação da cisgeneridade e sua reaçã…Read more
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224Uma análise histórica anarquista das inscrições corporais na sociedade ocidental modernaRevista História Em Reflexão 18 (35): 62-84. 2024.Neste artigo, temos como objetivo analisar os processos de estigmatização e patologização aos quais determinados grupos de inscrições corporais foram submetidos ao longo da história da sociedade ocidental moderna. Compreende-se como inscrições corporais todas e quaisquer modificações realizadas sobre a superfície corporal. Enquanto algumas inscrições são exaltadas e enaltecidas, outras são estigmatizadas e alvo de discriminação social. Temos como lente teórica a filosofia anarquista, no intuito …Read more
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242Sobre a normatização do corpo moderno: uma breve análise da patologização da transexualidade e de inscrições corporaisRevista de Estudos Anarquistas e Decoloniais 3 (4): 124-147. 2023.Almejamos, no presente artigo, compreender como ocorre a inferiorização de certas inscrições corporais, em detrimento da naturalização de outras, e em relação a marcadores de gênero, raça e normatividade. Partimos da hipótese de que o saber moderno institucionalizado produz patologização e criminalização de certas inscrições corporais, e tomamos como ferramenta de análise as modificações corporais realizadas por pessoas trans. Argumentamos que, ao afrontarmos a corponormatividade, ao demonstrar…Read more
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44Sobre o ato de nomearControvérsia 20 (3): 36-51. 2024.A partir da segunda metade do século XX, medicina e psiquiatria, em Europa e Estados Unidos, se dedicaram a descobrir a ‘verdade’ da transexualidade. Conceituou-se a transexualidade como uma categoria diagnóstica, em detrimento de um pressuposto ideal de corpo e sexualidade. Assim, a nomeação do corpo ideal se deu alinhada à noção de Eu moderno, natural, pré-discursivo, ao passo que o corpo trans se transformou em Outro. É no sentido da desnaturalização que emerge o conceito de cisgen…Read more
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273Por psicanálises libertárias: sobre contra-nomeação e hibridezDissertation, Faculdade Unida de São Paulo. 2024.A possibilidade de transicionar, de mutação e transformação, se defronta com a possibilidade de transitar entre fronteiras, territórios, limiares. No campo das psicopatologias, a elaboração do diagnóstico de ‘transexualidade’ explicita fronteiras institucionais, componentes do que Foucault compreende como um regime de verdade moderno – no caso, aquele em que uma verdade sobre os sexos, assim como sobre a legitimidade dos estados, seria inquestionável. Em crítica a esse regime, argumento que o co…Read more
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449Eu sou o monstro que vos escutaAyvu 10 (1): 1-19. 2023.Ao enunciar “eu sou o monstro que vos fala”, Preciado colocou a psicanálise contra a parede, desafiando suas premissas e a naturalização de certas categorias. Preciado se colocou como o corpo analisado, diagnosticado e patologizado pela psicanálise e pelos saberes psi como um todo, e enfrentou o tradicionalismo psicanalítico, os discursos médicos e psiquiátricos que sustentam a ciência moderna. A partir disso, podemos compreender o lugar que o sujeito trans e gênero dissidente ocupa para os sabe…Read more
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119Trans-anarquia: transição como [pós-]anarquismoTapuia 2 (4): 37-64. 2024.Neste artigo, me dedico a escrever sobre trans-anarquismo para tratar, sem nenhuma ambição de completude, de seu âmbito organizacional e anti-assimilacionista, e de seu âmbito corporificado, materializado no corpo e naquilo que temos ao nosso alcance. Desde a invenção da categoria diagnóstica ‘transexualidade’ durante a segunda metade do século XX, o autoritarismo científico interpela as reivindicações por autodeterminação e autogoverno. Esse autoritarismo captura as possibilidades de transgredi…Read more
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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