Marcílio Bezerra Cruz é graduado, com láureas, em Licenciatura em Filosofia (2010-2015) e Bacharelado em Biblioteconomia (2016-2021) pela Universidade Federal de Pernambuco. É Mestre em Filosofia (2016-2018) pela mesma instituição e Doutor em Filosofia (2019-2023) pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente está cursando o doutorado em Ciência da Informação (2024-Atual) pela Universidade Federal de Pernambuco. Também é músico instrumentalista e possui um amplo interesse na História da Filosofia, com ênfase na Antiguidade; Filosofia da Ciência e Filosofia da Informação; Ética e Direito da Informação; Lógica Formal e Lógica Informal; Literatura Russa e Literatura Alemã.
Profissionalmente, atuou como Professor Substituto no Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (2022-2024), ministrando disciplinas ligadas às bases epistemológicas da Ciência da Informação e Representação e Organização da Informação. Foi professor de Filosofia e Sociologia do Ensino Fundamental e Médio na Escola Salesiana Padre Rinaldi (2021-2024), em Carpina (PE), e em diversos cursos preparatórios de Pré-Vestibular em Pernambuco (2013-2024).
Suas pesquisas circundam por dois eixos temáticos: na Filosofia, busca compreender as relações entre linguagem, conhecimento e verdade, considerando as ideias propostas por Platão em seus diálogos Crátilo e Sofista. Na Ciência da Informação, examina, de maneira filosófica, as principais questões que permeiam às bases epistemológicas da área, e contribui para uma recompreensão dos principais instrumentos de organização da informação, tais como Tesauros e Ontologias.
No Doutorado em Filosofia, defendeu que Platão, no Crátilo, oferece uma teoria mimética das palavras que considera e supera os principais impasses sofridos pelas concepções naturalista e convencionalista da linguagem. A partir de uma releitura hermenêutica de diversos pontos específicos da obra, demonstrou que o filósofo entende as palavras como “representações” (mimesis) das “ideias” (ousiai) e reconhece que o conhecimento humano é sempre falho e impreciso, visto às limitações das palavras e a incapacidade dos seres humanos de contemplar e apreender diretamente a essência das coisas.
No Doutorado em Ciência da Informação, critica as ‘perspectivas instrumental’ e ‘integrada’ da práxis científica que se mostram amplamente difundidas na área, tanto a nível nacional quanto internacional, e defende a aplicação da ‘perspectiva crítica’ que considera, dentre outros pontos importantes, os aspectos históricos e geográficos do fenômeno informacional. Defende a premência de se estabelecer novos pressupostos epistemológicos e metodológicos que fortaleçam a ‘perspectiva crítica’ da Ciência da Informação latino-americana, tais como o ‘pluralismo epistemológico’ de Paul Feyerabend e, em especial, a ‘heterociência’ bakhtiniana.